setembro 13, 2008


Meu Virtual Particular



Tenho utilizado o mundo virtual como há tempos não fazia, essa freqüência me levou a meditar um pouco sobre esse mundo tão cheio de possibilidades.
Como é possível que pessoas atrás de suas telas sejam despertadas por emoções tão reais bem como suas origens e consequências.
Hoje já definimos o virtual como o possível, que não exclui o concreto, foi-se o tempo em que a “virtualidade” era uma hipótese e não a concretização.
As amizades não se criam, florescem espontaneamente, produto da identificação mútua de interesses, comunhão de pontos de vista, modo de encara a vida etc., que por sua vez provoca o aparecimento de uma afetividade recíproca.
Minha historia com o mundo virtual começo aos 15 anos (ontem praticamente! Kkkkk), ganhei um computador, na minha cidade não tinha internet nessa época, tinha apenas um BBS (Boletim Broadcasting System), uma tela preta com letrinhas verdes, que podia ficar apenas 1 hora por dia, o que era o fim da picada... através daí fiz vários amigos, que hoje já se passado uma década, ainda fazem parte do meu convívio, inclusive um deles foi meu par como padrinho de um casamento hoje! Mais concreto impossível!
Bem, o blog apareceu em 2002 quando “ninguém” sabia o que era blog, esses eram tão poucos que tínhamos até “vizinhos” de blog, nessa minha volta fui entrar em vários que lia todos os dias e naaaada, já acabaram, uma pena, pois via blog, posteriormente vinha ICQ, conversava com muita gente interessante, que se perderam por esse mundão virtual!
Para encurtar tudo isso, tem uma certa Doutora que me inspirou muito para voltar para esse meu divã particular! E essa por sua vez, veio por conta desse moço muito chic! (mas dele eu conto outro dia...)

Assim que conseguir dar uma cara nova para meu blog que na verdade é o meu divã particular, vou empolgar mais e linkar os novos e organizar os velhos post´s e link´s!!!

Um dia desse entre em um site que dava uma dica algo do gênero: Saia da net e vá até a janela!
Eu diria... passem do mundo virtual para o real, convivam, conversem, troquem idéias, dê risada, não fiquem na sua concha do anonimato!

setembro 11, 2008



So para lembrar dos velhos tempos de blog!!!

agosto 23, 2008


Lembra Quando...

Em volta da fogueira. Depois do reagee meloso, das piadinhas de português, loira, papagaio e hilaridades afins, alguém cansa da superficialidade, deita sobre a grama úmida e relembra os tempos que se foram, e a música, os filmes e as aventuras que os ponteiros levaram. Traz saudade e angústia pelas coisas boas que não voltam mais e traz felicidade por saber que aquilo ainda está fresco na memória. É o tipo de assunto que contagia todo tipo de indivíduo. É um tipo de sentimento que dura...
De todo, é o que também o dicionário Aurélio não soube explicar - o que consta são apenas "citações-exemplo" -. Existem revistas, como a Super Interessante, que já dedicaram uma seção inteira a esse sentimento que acomete a todos. Faria aqui uma lista de jogos, músicas, filmes, roupas, brincadeiras e brinquedos, programas de TV... Porém faria eu uma lista grande demais para esta crônica.
É incrível como através de uma discussão entre amigos sobre os "bons tempos" é possível até descobrir a evolução científica, tecnológica e cultural do nosso meio: hoje nós dizemos, "bons tempos aqueles da ideologia a todo custo da década de 1980", amanhã talvez dirão, "bons tempos aqueles sem ideologia nenhuma". Desculpem a empáfia e a hipérbole, por abrir espaço para a oposição. Ou alguma figura de linguagem que o valha.
Disseram, um dia, que faz bem ter saudade. Saudade dos amigos, saudade daquele desenho que você não viu o último episódio, ou daquele filme que você perdeu no cinema, saudade de um livro que te fez pensar, ou de uma música que não toca mais no rádio, saudade de tudo que tinha e de nada que faltava. Disseram também que saudade demais causa depressão e que antidepressivo não cura por completo a depressão. Então...
Se antidepressivo não cura depressão, depressão é saudade e saudade é nostalgia. Quer dizer que nostalgia não tem cura?
"Pois é, pois é, pois é.
E na falta de um elo para essa corrente de pensamento, eis que surge...
Mesclando teoria apocalíptica com tese furada de escritor errante, diz-se: se ontem nossos pais brincavam de "pé-na-lata", hoje brincamos com bonecos interativos, amanha brincaremos com robôs... E depois? Eles que brincarão conosco?
Oh!
(Ô teoria infeliz, viu!).


Por Maurício Izelli Doré maudore@bol.com.br

agosto 17, 2008

agosto 11, 2008

Ecce homo

A humanidade é uma ave de asas partidas,
Que vaga no Universo rumo ao desconhecido,
Em busca de um sentido para a vida.
Tem o alucinado por guia.
Navega uma rocha movida pela soberba,
Pela arrogância e pela paixão.
O eu é, o ele não é.Um louvor à imperfeição .
A humanidade é um espelho embaçado.
Alimentado pelo desespero e pela incerteza.
Fome e ódio não permitem pensar no amanhã.
A natureza não cria indigentes.
O destino, uma profundidade insondável,
Uma porta da qual só você tem a chave.
Do destino, homem algum escapou.
Nada é definitivo, nem a morte.
Vontade de viver, vontade de poder,
Eis a verdadeira dimensão do homem
Para atingir o eterno e superar o infinito.
Maior que o infinito menor que o imenso.
Procure o intermediário entre o
Saber e o ignorar e terá
O invisível sustentando o visível,
A essência superando a existência.
Não há limite para o possível.
Saber questionar é viver,
Aceitar o dogma é anular-se.
Quem pode entender a razão humana?
O homem é algo que precisa ser superado.
Brutalidade e ganância movem o planeta.
O homem animal doméstico do homem.
O que é o homem?
Ele é aquele que troca a alma pelo lucro
Ignorando o que a história ensina.
Onde houver opressão haverá Revolução
Eis o Homem.

[Georges Bourdoukan]